terça-feira, 9 de março de 2021

Como doar para ajudar o Terreiro?

 Muitas pessoas nos perguntam como poderiam ajudar nossa casa, e algumas não gostam de deixar doações na caixinha no terreiro. 
Agora estamos disponibilizando uma chave Pix.

CNPJ 34546436000100


segunda-feira, 8 de março de 2021

Panelinhas do Terreiro

Excelente texto sobre os comportamentos errados de alguns médiuns, que provocam assim intrigas, invejas e ciúme dentro da própria corrente mediúnica da casa onde pertencem. Sentimentos negativos que levam á queda dos médiuns e que nunca deveriam existir entre os seres humanos, quanto mais entre irmãos da mesma casa e de um mesmo ideal.

 

Panelinhas do Terreiro

Texto escrito por Fabiana Carvalho e adaptado posteriormente por Pai Mario de Ogum.

"Quando um médium descobre sua mediunidade e decide depois de algum tempo entrar para um terreiro, centro, ilê, enfim, quando começa á fazer parte do corpo mediúnico de uma casa, na maioria das vezes, chega cheio de gás, empolgação, muitas expectativas e uma vontade gigantesca de desenvolver sua mediunidade, incorporar seus guias, ajudar em trabalhos espirituais ou não e se aproximar do aprendizado mediúnico.


Ele espera ansiosamente pelo seu primeiro gira na casa, ansioso por aquele momento tão especial da sua vida, chega ao terreiro animadíssimo, motivadíssimo, prestativo, querendo ajudar á todos, procura entrosar-se com uns, puxa assunto com outros, conta de sua vida, suas experiências anteriores (boas e ruins) na umbanda e do quanto está feliz de participar do terreiro, mostra-se “disponível “ prá tudo e prá todos e em pouco tempo de permanência e com a enorme facilidade das redes sociais, já tem amizade com quase todos da casa e já encontrou irmãos com afinidades e se encaixou numa das “panelas” do terreiro. Segue minha concepção geral de sub-grupo (panela):


São panelas os grupos de pessoas que interagem apenas entre sí, abdicando da interação do grupo total para se dedicar aos poucos amigos...


Existe, dentro de qualquer terreiro, “panela” de dois, de três, de poucos ou muitos irmãos, que passam a relacionar-se com mais frequência que somente os cultos semanais – ligam uns aos outros para saber novidades do terreiro, para saber quais linhas serão trabalhadas na próxima gira, um dá carona para o outro e aproveita para tomar um café, depois da gira vão comer uma pizza, fazem juntos alguns programas, um vai na casa do outro ajudar na limpeza de sua casa, etc, tudo girando em torno da afinidade inicial de todos: a Umbanda!


Mas a linha que separa os interesses gerais de umbanda e do desenvolvimento mediúnico para assuntos particulares dos irmãos do terreiro é muito tênue e sutil, e as conversas passam facilmente dos procedimentos umbandistas para os comportamentos errados (ou não) dos outros irmãos, aqueles que não estão na “panela”, pronto! Isso já virou fofoca, que normalmente vem acompanhada de inveja, ciúme, vaidade, orgulho e maldade... e começam as famosas “rivalidades” entre irmãos de um mesmo terreiro!


Enquanto isso a motivação inicial que levou aquele médium ao terreiro (desenvolver sua mediunidade para ter um contato maior com sua espiritualidade) , ficou esquecida ou perdida nas futilidades que aparecem longe dos ouvidos do terreiro...


 O médium deveria limitar-se, em hora de culto, á  olhar para a frente, preferencialmente fixar-se no alto do altar, porém grande parte de médiuns  insiste em olhar para os lados e bisbilhotar  as falhas dos irmãos, apontando com seu dedo humano o espelho dos próprios defeitos que vê nos outros... 


Todos ou quase todos os membros acabam se esquecendo de que, pisar semanalmente num solo sagrado, preparado e participar de um gira não significa que ninguém se santificou, ou está 100% com sua religião ou com seu terreiro; como sempre digo aqui em casa: “Isto é o mínimo que um praticante faz”; vestir o branco por fora não reflete necessariamente essa cor em seu interior, simplesmente incorporar um guia não garante incorporar seus valores, ser médium umbandista não dá méritos á ninguém, isso é a nossa devoção e só!


Ser umbandista, frequentador de um terreiro é ter consciência de que, onde há seres humanos, há falhas, assim é no seu trabalho, com seus amigos, no seu casamento, na sua família e assim é dentro de um terreiro.


Antes de apontar os erros alheios, enumere e conserte os seus, antes de cobrar a melhora e a mudança de um irmão, faça a sua reforma íntima, antes de se julgar pronto e preparado para o sacerdócio, certifique-se que não mais comete erros de principiantes na religião...


Quem é você para olhar para o lado e acusar um irmão de ser tão humano e falho quanto você?


E se os defeitos dos seus irmãos lhe são tão insuportáveis... procure outro terreiro com médiuns menos humanos e mais divinos, onde você possa se concentrar em seu desenvolvimento, sem se distrair com as limitações humanas ao seu lado.


Que bom se todos sempre se lembrassem que ao fazer  parte de um terreiro de umbanda, temos que mostrar uma conduta condizente com a filosofia da religião, ou seja não se achar melhor, mais ou superior á ninguém, porém jamais dizendo “desta água não beberei e não causarei determinados problemas á casa” ou o que é pior: Não farei parte de panela alguma...


Esta constituição de sub-grupos (panelas) dentro de um terreiro, normalmente organizados pelos(as) hipócritas da corrente, devem ser coibidos, pois são essas atitudes, inicialmente pequenas, que muitas vezes derrubam um terreiro, não se trata de exigir a perfeição e não permitir laços de amizade entre irmãos, pois como sabemos as amizades são da natureza humana, mas se trata sim de tentar chegar o mais próximo possível de eliminarmos as intrigas, maledicências e fofocas dentro da esfera do terreiro.


Penso que a verdadeira amizade que deveria existir dentro de um terreiro não deveria ser tão externada para fora dos limites do gira e sim, ser demonstrada nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, pois de que adianta tantos programas, eventos, passeios fora do terreiro e quando um irmão cresce mais que o outro dentro da hierarquia da casa, este desperta inveja e outros sentimentos em seus “grandes amigos” de panela?


Observo dentro de minha casa, as inúmeras formas de relação que existem dentro do terreiro e eu como médium responsável pela casa, tenho que harmonizar as pessoas de modo á estarem bem dentro da religião e da casa, porém não concordo com a proliferação de sub-grupos em hipótese alguma em um terreiro, pelo contrário abomino isso.


Para mim demonstrar amizade á um irmão de santo vai muito além de formarem uma panela, passearem juntos, almoçarem e se divertirem juntos, para mim não adianta algum médium vir me dizer que está sedento por fazer caridade e participar de trabalhos caritativos e tratar de forma diferente membros que não façam parte de sua teia ou rede, não adianta vir me dizer que adora auxiliar o próximo seja consulente ou visitante e tratar com repúdio membros novos que acabaram de entrar na casa e ainda não fazem parte de panela nenhuma...

Devemos nos lembrar que quando falamos: “Auxiliar o próximo” não devemos nos referir somente á quem nos procura para um passe ou atendimento, estamos falando também daquele médium novo, diferente, distante etc...

Penso que os organizadores e mentores de sub-grupos (panelas), antes de recrutar pessoas e trazê-las para sí, deveriam se preparar melhor para sua futura vida sacerdotal, já que estão tendo a oportunidade de lidarem com inúmeras situações que irão vivenciar no futuro, porém agora independem de suas decisões, deveriam ser mais amigos dos novos e terem a humildade de sempre se lembrarem que um dia, anos atrás, também foram novos de terreiro e de religião né?

Quando foi a última vez que você se preocupou se seu irmão(ã) está se sentindo bem no terreiro?
Quando foi a última vez que você se preocupou se seu irmão(ã) está entendendo as lições que você já domina?
Quando foi a última vez que você se preocupou se seu irmão(ã) está conseguindo superar suas dúvidas e temores?
Quando foi a última vez que você se preocupou se seu irmão(ã) está tomando amor pela umbanda?
Quando foi a última vez que você se preocupou se seu irmão(ã) está usando um banheiro limpo e cheiroso?

Se fizer muito tempo que você não se faz estas perguntas, você ainda não está apto á lidar com seres humanos e muito menos coordenar os trabalhos de uma casa de caridade, pois não consegue ainda nem ser solidário com os irmãos de estrada, quer apenas recrutá-los, passar por bonzinho para num futuro tentar persuadi-los á abandonarem a casa que os iniciou e migrarem para á sua casa.


Muitos médiuns vão torcer o nariz, me criticar, xingar, etc, mas falo a verdade mesmo, vão dizer que não fazem por mal, que não é esta a intenção, etc...


Mas volto á dizer, estender a mão e praticar a caridade não é somente á consulentes, ao invés de se fazer de bonzinho, fomentando fofocas dentro do terreiro, diga uma palavra amiga á algum irmão mais novo, isso tem mais valor..., aquele comentário: "você não está só" vale muito, sempre! 


São pequenas atitudes de amizade sincera que fortalecem os laços entre irmãos e não passeios, almoços e jantares, churrascos, etc...


 Lembrem-se que o comportamento confiável e digno começa sempre pelos mais velhos de terreiro..."


domingo, 7 de março de 2021

Psicologia social

 


Em parceria com clinicas de psicologia, nosso terreiro através de uma assistente social encaminhamos pessoas que não podem pagar um tratamento ou que possam pagar por um tratamento de valor social.

 


Distribuição de marmitas aos domingos para pessoas em situação de rua. Quer ajudar? 42 991039799